Quanto o Brasil já desmatou?

Perguntado por: ealmada . Última atualização: 10 de janeiro de 2023
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Até agora, cerca de 729 mil km² já foram desmatados no bioma Amazônia, o que corresponde a 17% do referido bioma. Desse total, 300.000 Km2 foram desmatados nos últimos 20 anos!

O valor estimado do desmatamento no período de 01 agosto de 2021 a 31 julho de 2022 foi de 11.568 km2. Esse valor representa uma redução de 11,27 % em relação à taxa de desmatamento consolidada pelo PRODES 2021.

- O Pará foi o campeão em desmatamento no Norte, com 366.334 hectares devastados, 23% a mais do que em 2019; - Dos 10 municípios que mais desmataram em 2020, 9 estão localizados na região Norte e 6 pertencem ao estado do Pará.

No Brasil, as principais causas do desmatamento estão associadas à expansão agrícola – que aumentou 9% em 2021, quando comparado com o ano anterior, de acordo com a análise. Apesar de não representar grande parcela da perda florestal, os incêndios também aparecem como motivo para a degradação do bioma brasileiro.

Levamento publicado no Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), do Mapbiomas, nesta segunda (18), mostra que a cada 4 hectares desmatados no país, um foi registrado no Pará, seguida do estado do Amazonas (59% de área desmatada).

Os três países que mais desmatam são Brasil, República Democrática do Congo e Indonésia, e eles são responsáveis por 80% do desmatamento no mundo — afirmou Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, o IPCC.

Conhecida como 'Pulmão do mundo', a Floresta Amazônica é a maior floresta do mundo, com aproximadamente 7 milhões de quilômetros quadrados.

Brasil no pódio
Conforme dados da plataforma Global Forest Watch (GFW), o Brasil liderou o ranking mundial de desmatamento no ano de 2021, quando o Brasil perdeu aproximadamente 1,6 milhão de hectares de vegetação nativa, quase metade de toda a área desmatada no mundo.

Todo o desmatamento na Amazônia é registrado por satélite, pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes/Inpe). São, em média, 20 mil novos focos por ano. A fiscalização é feita de forma presencial pelo Ibama, que precisa chegar ao local por terra ou pelo ar.

A área desmatada na Amazônia foi de 11.568 km² entre agosto de 2021 e julho de 2022 (o equivalente ao tamanho do Catar), de acordo com números oficiais do governo federal divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Foram 11,6 mil km2 de floresta derrubados, o segundo maior número dos últimos 13 anos. Monitoramento identifica dinâmica de aumento dos grandes polígonos de desmate, que têm mais de 100 hectares.

A área degradada passou de 1.137 km² em setembro de 2021 para 5.214 km² em setembro de 2022, uma alta de 359%.

O desmatamento causa perda na biodiversidade, ou seja as espécies perdem seu habitat ou não conseguem sobreviver nos pequenos fragmentos florestais que restam. As populações de plantas, animais e microrganismos ficam debilitadas e eventualmente algumas podem se extinguir.

Florestas no Brasil
A área de floresta do Brasil equivale a 58,5% do seu território, cobrindo uma área de 497.962.509 ha. Desse total, 98% correspondem a florestas naturais enquanto apenas 2% são florestas plantadas.

O desmatamento na Amazônia é um problema ambiental que ameaça a biodiversidade desse bioma desde a década de 1970. Várias causas estão por trás dessa prática, como a construção de grandes obras de infraestrutura na região Norte do Brasil e o avanço da fronteira agrícola para áreas recobertas pela floresta.

O país com maior área florestal do mundo em termos absolutos é a Rússia, com cerca de 815 milhões de hectares. O Brasil é o segundo, seguido pelo Canadá. Em relação especificamente a florestas tropicais, o Brasil é o país com maior área no planeta.

- Sergipe foi o estado que menos desmatou: 870 hectares.

Maior estado entre os que integram a Amazônia Legal, o Amazonas segue com a maior parte de sua biodiversidade intacta. Ao lado de Acre e Roraima, forma o trio que menos perdeu florestas dentro de unidades de conservação (UC) estaduais.