Qual o tempo de vida de um infartado?

Perguntado por: evarela . Última atualização: 26 de abril de 2023
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Agora, sabe-se também que a sobrevida média depois do infarto é de apenas 5,5 anos para mulheres. Nos homens, a estatística é de 8,2 anos. O dado foi divulgado no relatório de 2021 da Associação Americana de Cardiologia. A situação brasileira é semelhante.

Um estudo feito pela consultoria internacional KRC Research com sobreviventes de um ataque cardíaco mostrou que 54% deles acreditam que podem passar por um novo episódio ao longo da vida.

Após o infarto, por exemplo, o tecido cicatrizado do coração pode levar a instabilidade elétrica permanente e arritmias recorrentes (alterações na frequência cardíaca) ou ainda, se a extensão do dano for grave, há riscos de o paciente apresentar insuficiência cardíaca aguda (o coração passa a não ser capaz de bombear o ...

Antes de tudo, sempre ligue para o serviço de emergência, como o Samu (192) ou os bombeiros (193). Caso a ambulância vá demorar acima de 20 minutos, é melhor correr para o hospital mais próximo de carro ou táxi. Não permita que a pessoa com sintomas faça qualquer esforço físico, muito menos dirija até o pronto-socorro.

Depois de um ataque cardíaco, a maioria das pessoas que não sentem dor ou desconforto no peito, ou outros problemas, podem retornar com segurança a maioria das suas atividades normais dentro de algumas semanas.

Depois do infarto, paciente deve repousar por três dias
No caso do problema ser considerado mais leve, o paciente deverá permanecer em observação intra-hospitalar por, no mínimo, três dias, já que paradas cardíacas e arritmias fatais podem acometê-lo nos primeiros dias.

De acordo com o médico cardiologista Carlos Rassi, do Hospital Sírio-Libanês de Brasília e professor de Cardiologia da Universidade de Brasília (UnB), pessoas que já sofreram infarto apresentam chances aumentadas de novos episódios.

Alguns ataques cardíacos ocorrem de repente, mas muitas pessoas apresentam sinais e sintomas de alerta com horas, dias ou semanas antes do evento. O primeiro aviso pode ser dor ou pressão recorrente no peito (angina) que é desencadeada por um esforço e aliviada quando a pessoa fica em repouso.

Tipo 3 ou infarto fulminante: é o mais temido, pois leva à morte súbita.

“O infarto é mais frequente em homens, especialmente a partir dos 45 anos, porém, também tem acometido pessoas mais jovens. Ainda, observamos um aumento significativo no sexo feminino”, afirma o cardiologista.

Forte dor no peito, sudorese e dores no braço esquerdo são alguns dos sintomas do infarto agudo do miocárdio que podem levar o paciente até a morte. Popularmente conhecido como ataque do coração, o infarto agudo do miocárdio pode chegar de repente e levar o paciente à morte.

“Certamente quem já sofreu um infarto tem mais chances de sofrer outro. O paciente que já sofreu um evento do tipo é considerado de alto risco cardiovascular e possui uma chance de novos eventos em 10 anos superior a 10% para mulheres e a 20% para homens”, explica o cardiologista Gabriel Dotta.

As mais letais são as arritmias, que podem ocorrer dentro de um prazo de 24 horas após o infarto. Por isso, foram criadas as unidades de tratamento intensivo coronariano, onde o paciente recebe todos os cuidados necessários para detectar precocemente e tratar essas arritmias.

O sintoma mais clássico do infarto é uma dor opressiva na região do tórax, com uma pressão forte no peito, dor nos ombros, braços, queixo e até abdômen. É possível haver ainda suor frio e falta de ar. As dores no peito podem ter durações distintas, variando de 4 a 20 minutos, por exemplo.