Como seria se a Amazônia deixasse de existir?

Perguntado por: aresende . Última atualização: 30 de abril de 2023
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A perda da floresta amazônica implicaria no desaparecimento dos enormes rios e biodiversidade da região, além de acabar com a regulação climática exercida pela floresta.

A região conta com importantes recursos naturais e se tornou alvo da ganância. Hoje, temos um cenário de controle de território por organizações armadas, homicídios, ameaças, grupos indígenas contra e a favor da mineração. É um clima de tensão permanente.

A floresta garante as chuvas para boa parte da América do Sul e tem papel central no combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas. Abriga imensa biodiversidade, com milhares de espécies de plantas e animais, algumas ainda desconhecidas ou pouco estudadas. É berço da maior bacia hidrográfica do mundo.

Os modelos sugerem que, até o ano 2050, as temperaturas na Amazônia aumentarão em 2º C a 3°C. Ao mesmo tempo, a diminuição das chuvas nos meses de seca provocará a ampliação da seca. Essas mudanças terão graves consequências.

Amazônia caminha para um futuro sem passado
Segundo Vieira, se esse panorama sem governança na Amazônia persistir, o País perderá 53% de todo o território amazônico até 2050 e, consequentemente, este será o fim de 60% das espécies de plantas e árvores que ali vivem.

No caso da Amazônia, que é a maior floresta tropical do planeta, seu crescente desmatamento pode provocar um considerável aumento das doenças zoonóticas — de origem animal, como a COVID-19 — com graves consequências para a saúde humana.

O desmatamento na Amazônia é um dos problemas ambientais mais graves do Brasil e que afeta diretamente esse bioma. Desde 2012 ele tem voltado a aumentar e as principais causas estão relacionadas com o aumento das fronteiras agropastoris, a falta de políticas públicas ambientais mais eficazes e de fiscalização do local.

Os alertas de desmatamento acumulados nos quatro primeiros meses de 2023 na Amazônia atingiram 1.132 km², uma área 38% menor em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Sistema DETER, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O desmatamento na Amazônia acarreta problemas em escala local, regional e global, pois a floresta é abrigo de milhões de espécies, entre animais e plantas, além de desempenhar papel importante nas condições atmosféricas da região Norte do Brasil e no clima mundial.

Portanto, os regimes de chuvas no Brasil dependem muito da Floresta Amazônica, pois é ela que emite a maior parte do ar úmido que se condensa em forma de chuva em outras regiões do país.

Apesar da teoria de Ratanabá ser infundada, pesquisas arqueológicas recentes mostram que a Amazônia pré-colombiana tinha assentamentos indígenas dotados de certo grau de complexidade, a ponto de serem classificados como urbanos por alguns arqueólogos.

O nióbio é um raro e estratégico minério utilizado na industrialização de produtos que suportem altas e baixas temperaturas como aviões e foguetes.

O interesse dos países europeus pela Amazônia é compatível com a soberania do Brasil. Não há contradição entre a responsabilidade que o País tem de proteger a floresta – prevista na Constituição – e a preocupação da comunidade internacional na preservação dessa área vital para o planeta.

Amazônia

Com status de maior floresta tropical do mundo, a Amazônia reúne uma biodiversidade gigantesca e oferece grandes contribuições para o ambiente mundial com o funcionamento do seu ecossistema. Uma das principais contribuições da floresta é a espécie de reservatório de carbono que o local oferece.

Florestas do futuro terão árvores menores e absorverão menos carbono, sugere estudo.

Conheça quatro ações que podem ajudar a salvar a Amazônia.

  1. Consumo consciente.
  2. Fortaleça as redes de apoio.
  3. Aprenda com os povos da floresta.
  4. Incentive o reflorestamento.

A região Amazônica, detentora do maior estoque de recursos estratégicos – água, minerais, biodiversidade – do planeta, passa a constituir o espaço vital do século xxi.

O Brasil mede oficialmente o desmatamento anual de agosto a julho, para limitar a influência da cobertura de nuvens que obscurece as imagens de satélite durante os meses chuvosos. Nos primeiros oito meses desse período, de agosto de 2022 a março de 2023, o desmatamento aumentou 39% ano a ano.

A história de ocupação da Amazônia começa quando levas de imigrantes asiáticos chegaram ao vale do Amazonas há mais de 14 mil anos. No momento em que essas populações passaram a desenvolver a agricultura e viver numa mesma área de terra, sociedades indígenas diversas e mais complexas emergiram nessa região.