Como é a escrita surdo?

Perguntado por: otavares . Última atualização: 21 de maio de 2023
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Acontece que o surdo não oralizado não tem o português como sua língua materna. Sua primeira língua é a Língua Brasileira de Sinais – Libras, uma língua que acontece no espaço e no seu campo visual, que ainda não tem grafia amplamente reconhecida e cuja estrutura frasal em muito diverge do português.

A criança surda precisa aprender duas línguas para se alfabetizar, primeiramente, precisa aprender sua língua natural: língua de sinais, e aprender a língua portuguesa na modalidade escrita, para poder interagir e se incluir no mundo letrado.

Leitura labial é o nome popular da chamada leitura orofacial, a técnica de comunicação para pessoas surdas em um mundo de ouvintes que não falam ou não desejam aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras). “É o reconhecimento das formas que a boca assume durante a pronúncia de uma palavra.

O texto do surdo
Acontece que o surdo não oralizado não tem o português como sua língua materna. Sua primeira língua é a Língua Brasileira de Sinais – Libras, uma língua que acontece no espaço e no seu campo visual, que ainda não tem grafia amplamente reconhecida e cuja estrutura frasal em muito diverge do português.

Apesar de não ser de conhecimento geral, pessoas com deficiência auditiva não sabem, necessariamente, ler e escrever na Língua Portuguesa.

Pessoa muda é aquela que não faz uso do seu aparelho fonador (conjunto de órgãos e estruturas que produzem os sons de nossa fala) para fala ou qualquer outra manifestação vocal. O ponto é que a “mudez” não está relacionada com a “surdez”. São minoria os surdos que também são mudos.

O alfabeto manual em Libras, ou datilologia, é uma ferramenta da Língua de Sinais que serve como base para esta língua, assim como o abecedário é para o português e outras línguas faladas.

Para o surdo a escrita é a forma de representação da língua portuguesa, que passa a ter significado através da libras. Ao iniciar o processo de escrita é preciso que a criança consiga expor suas ideias através de desenhos e pequenos textos, para que assim possa começar a desenvolver aspectos linguísticos e motores.

Mas vamos lá, o ensino de Libras para pessoas surdas é chamado de L1. Nele, o professor deve explorar principalmente o sentido visual, já que é assim que o aluno conseguirá aprender toda a estrutura gramatical da língua de sinais. Essa forma de ensino é conhecida como Pedagogia Visual ou Pedagogia da Diferença.

Os métodos mais comuns são por meio da oralização ou do ensino de Libras, também podendo existir um meio termo: o ensino bilíngue. Lidiane Florindo, mãe de Gabriel, de 4 anos e nascido surdo, teve dificuldade em achar uma escola que o aceitasse. Ela optou por educá-lo apenas por via da oralização.

Da mesma forma, um surdo deve pensar na língua de sinais que usa diariamente e é sua língua dominante.

A maioria dos surdos têm as cordas vocais em perfeito funcionamento, portanto, são minorias os surdos que também são mudos. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Alguns surdos falam, são os surdos oralizados, que desenvolveram a fala através de um trabalho com fonoaudiologia.

2) A datilologia (alfabeto manual) que é usada para expressar nome de pessoas, de localidades e outras palvras que não possuem um sinal, está representada pela palavra separada, letra por letra, por hífen.

No caso do deficiente auditivo, a alfabetização deve ser de forma mais visual possível, com o uso da linguagem de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e com o acompanhamento de professores especializados. Dependendo do caso, um aparelho auditivo também pode fazer toda diferença nos resultados obtidos.

Também é possível para o surdo-cego escrever na mão de seu intérprete utilizando um alfabeto manual ou redigir suas mensagens em sistema braille, língua formada de pontos em relevo criada para a comunicação dos portadores de deficiência visual.

Pessoa surda x Pessoa com Deficiência Auditiva
Nem sempre, quem se identifica como pessoa surda gosta de ser chamada de deficiente auditivo, pois não se vê como uma pessoa com deficiência, mas sim como alguém que fala uma outra língua.