Como diagnosticar um mentiroso compulsivo?

Perguntado por: mpilar . Última atualização: 27 de abril de 2023
4.5 / 5 15 votos

Estes são alguns sinais e características que podem te auxiliar a identificar mentirosos patológicos:

  1. Os benefícios da mentira não são claros. ...
  2. O mentiroso crônico costuma se apresentar como herói ou vítima. ...
  3. Muitas mentiras envolvem feitos extraordinários. ...
  4. As histórias parecem plausíveis.

Mitomania: mentir é doença
A mentira pode ser considerada uma patologia e tem um nome: mitomania. Neste quadro clínico inserem-se as pessoas que contam mentiras compulsivamente. De acordo com Júlia Machado, “este tipo de comportamento é causado por um transtorno/perturbação psicológico/a.

Diga claramente que sabe que a pessoa está mentindo, mas não de forma ameaçadora e sim de aconselhamento, e que está tentando entender por que a pessoa está fazendo isso. Se já percebeu que os sinais e sintomas estão muito evidentes, ofereça ajuda para encontrar tratamento e tenha uma conversa séria sobre o assunto.

Mesmo que admitam mentir, podem não perceber com que frequência mentem ou ver isso como indicativo de um problema maior. Você pode ajudar a encorajar mentirosos patológicos a trabalhar com um terapeuta, embora não queira sugerir isso como punição por mentir.

Muitos indivíduos giram a cabeça na mesma direção. Em muitos casos, o desvio do olhar também serve para não encarar diretamente o interlocutor. O nervosismo trazido pela situação também pode provocar o aparecimento de pequenas rugas horizontais na testa do mentiroso.

O cérebro de um mentiroso é formado a partir de uma base de motivações bastantes obscuras. Poderíamos dizer que por trás dessa pessoa que decide fazer da mentira sua forma de vida há uma série de objetivos muito concretos: desejo de poder, de status, de dominação, interesses pessoais…

O pior estrago que uma mentira pode provocar é quando ela é descoberta! Não importa o tamanho da mentira e nem os motivos que levaram a pessoa a mentir, a pessoa mentirosa passa a ser vista com desconfiança e perde a credibilidade.

O mitômano é aquela pessoa que mente compulsivamente, sejam pequenas mentiras “inofensivas” até histórias mirabolantes extremamente detalhadas.

Mentir é um processo psicológico pelo qual um indivíduo deliberadamente tenta convencer outra pessoa a aceitar aquilo que o próprio indivíduo sabe que é falso, em benefício próprio ou de outros, para maximizar um ganho ou evitar uma perda (Abe, 2009.

Sigmund Freud (1886-1939) sobre o fenômeno deu sua contribuição cognitiva e expressou o que segue: “Mesmo que tentemos não podemos negar a nossa essência no que dizemos abertamente; por isso, as palavras que emitimos são construções de nossa própria identidade social; nós mentimos, elas não.”

A necessidade de atenção e reconhecimento na mitomania pode estar relacionada a problemas de autoestima e autoconfiança. A pessoa com mitomania pode sentir que não é interessante ou importante o suficiente para ser notada pelos outros, recorrendo a mentiras para criar uma imagem mais impressionante e atrativa.

As causas, em geral do porquê as pessoas mentem compulsivamente, tem ligação com fatores psicoemocionais complexos como ansiedade, medo, insegurança e frustração. Seja um transtorno ou traço marcante, a mentira é sempre prejudicial, tanto para o mentiroso como para os outros.

Você já ouviu falar em Gaslighting? O termo tem sido muito usado para identificar o tipo de violência psicológica em que uma pessoa “distorce” a realidade dos fatos, “omitindo” ou “inventando” informações sobre algo ou alguém, com a intenção de se auto-beneficiar em determinadas situações.

Ela gera discórdia, causa brigas e pode até colocar um ponto final em um casamento. Entenda o que leva uma pessoa a mentir e as consequências da mentira nos relacionamentos. Quando contamos uma mentira, estamos assumindo que dizer a verdade nos traria consequências.

A maioria dos mentirosos se entrega mais cedo ou mais tarde. Basta procurar pelos sinais involuntários que o corpo emite em situações de tensão

  1. A face da verdade. ...
  2. Repita a pergunta. ...
  3. Ouça a voz. ...
  4. Olhe os membros de baixo. ...
  5. Mire nos olhos. ...
  6. Sinta tensão.

Confira 7 sinais desses sinais:

  1. Contato visual em excesso. Acreditava-se que maioria dos mentirosos desvia o olhar ao relatar uma narrativa falsa. ...
  2. Piscadas. Pessoas que mentem tendem a dar piscadas mais longas. ...
  3. Mãos escondidas e frias. ...
  4. Reação demorada e pausas. ...
  5. Face. ...
  6. Saliva. ...
  7. Alterações na fala.

Ouvir o mentiroso

  1. Usar perguntas “abertas”. Isso obriga o mentiroso a expandir suas histórias até acabar encurralado em sua própria mentira.
  2. Apostar no elemento surpresa. Investigadores deveriam tentar aumentar a “carga cognitiva” do mentiroso. ...
  3. Prestar atenção em detalhes pequenos. ...
  4. Observar mudanças na autoconfiança.

Afagar o queixo, limpar os lábios com os dedos, colocar um objeto diante da boca são sinais bastante comuns. A preocupação com a boca indica a vontade de impedir que os demais escutem a mentira que será dita, ou o desejo inconsciente de reprimir suas próprias palavras.

A mentira, portanto, é um ataque a essa dimensão. É o limite que rompe a intimidade, que rompe a cordialidade e destrói a cumplicidade entre duas pessoas. Os enganos, portanto, quando descobertos, afetam nossa reputação, nossa imagem social e nossa credibilidade.