Auditório Ibirapuera apresenta

Trio Manari

em Sons da Floresta

O Trio Manari – formado por Márcio Jardim, Nazaco Gomes e Kleber Benigno “Paturi” – faz o show Sons da Floresta, homônimo ao primeiro DVD de sua carreira, gravado em 2018 e que faz parte do trabalho de pesquisa e difusão da música e da cultura amazônica iniciado pelos percussionistas há quase 20 anos. O repertório é composto de peças de percussão inéditas, além de regravações do grupo com nova roupagem. O projeto foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2017-2018.

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07  Setembro |  21H

Trio Manari

em Sons da Floresta

O Trio Manari – formado por Márcio Jardim, Nazaco Gomes e Kleber Benigno “Paturi” – faz o show Sons da Floresta, homônimo ao primeiro DVD de sua carreira, gravado em 2018 e que faz parte do trabalho de pesquisa e difusão da música e da cultura amazônica iniciado pelos percussionistas há quase 20 anos. O repertório é composto de peças de percussão inéditas, além de regravações do grupo com nova roupagem. O projeto foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2017-2018.

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Sábado | 21H

07 Set 2019

Local: Plateia interna

Abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

Duração aproximada: 75 minutos

Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

Sábado | 21H

07 Set2019

  • L

Local: Plateia interna

Abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

Duração aproximada: 75 minutos

Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

Trio Manari

O Trio Manari – formado por Márcio Jardim, Nazaco Gomes e Kleber Benigno – sobe ao palco do Auditório Ibirapuera, acompanhado pelos músicos Wesley Jardim (baixo), William Jardim (guitarra), Gileno Foiquinos (guitarra) e Caneta (sax), com o show Sons da Floresta, homônimo ao primeiro DVD de sua carreira, gravado em 2018, e que faz parte do trabalho de pesquisa e difusão da música e da cultura amazônica iniciado pelos percussionistas há quase 20 anos.

“Este show vai celebrar essas quase duas décadas de trajetória artística do grupo e o DVD Sons da Floresta [que será lançado em Belém/PA, em 20 de setembro]”, fala Kleber. “Traz um panorama do Trio Manari desde o primeiro momento em que se encontrou (2000), quando trabalhava somente com as percussões, com os tambores e com as nossas vozes, sem usar instrumentos harmônicos nem melódicos, até chegar ao momento atual, em que usamos sopros, guitarra, baixo e banjo do carimbó, mas sem perder a essência da cultura sonora percussiva dos ritmos amazônicos e do Norte do Brasil.”

O repertório da apresentação, composto de peças de percussão inéditas, além de regravações do grupo com nova roupagem, traz a sonoridade dos tambores e a musicalidade da Amazônia, como os timbres das águas, da chuva caindo nas folhas, dos pássaros da floresta e dos instrumentos existentes na região – por exemplo, o curimbó, o principal do Pará e de alguns lugares da Amazônia, feito de madeira rústica e de couro de boi e que dá ritmo ao carimbó (a dança).

O projeto Sons da Floresta foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2017-2018, que fomenta a produção artística e cultural brasileira. “O programa Rumos, para nós, foi uma surpresa maravilhosa. Nossa produtora, Aline Vieira, avisou que iria nos inscrever, e a partir daí ficamos rezando para dar tudo certo. Fomos contemplados e agora, por meio dele, estamos levando o show do DVD ao Auditório Ibirapuera”, conta Kleber. “Esse edital é muito importante não só para o Trio Manari, mas para o Brasil, já que existem inúmeros trabalhos pelo país de pessoas que estão fora do circuito comercial e que, a partir dele, ganham espaço e têm a oportunidade de mostrar a verdadeira cultura brasileira.”

Levando a sonoridade ímpar da região Amazônica para o Brasil e o mundo, o Trio Manari já participou de importantes festivais de música – como o Percussive Arts Society International Convention (Pasic), em Nashville (Estados Unidos), um dos maiores de percussão –, se apresentou em diversos países, como França, Inglaterra, Portugal, Estados Unidos e Porto Rico, e ministrou cursos e oficinas em universidades de música brasileiras e estrangeiras. Em 2004, foi premiado pelo álbum Braços da Amazônia, o primeiro de sua carreira, em duas categorias (Melhor CD e Melhor CD Instrumental Erudito) no I Prêmio Cultura de Música.

Apesar de tudo isso, o grupo pede um olhar especial para as vertentes culturais e artísticas do Pará, em particular, e da Região Norte, em especial. “O que nos leva para todas essas apresentações é realmente o que tocamos, ouvimos e cantamos”, fala Kleber. “A receptividade do público conosco é sempre muito boa. Ao mesmo tempo que para alguns essa sonoridade parece um pouco ‘desconhecida’, o ritmo dos tambores é muito pulsante, contagiante, o que torna difícil as pessoas não gostarem, principalmente no exterior”, acrescenta. “No entanto, ainda percebemos que o Norte do Brasil e toda a sua riqueza são pouco divulgados. O espaço para esse tipo de música continua restrito. Nosso trabalho é apenas uma das ferramentas musicais existentes na região, que precisa ser vista com outros olhos. O país é grande, e todo mundo pode ter o seu lugar ao sol. Até porque o que fica mesmo é aquilo que melhor define e mostra uma sociedade, seja por meio da música ou de qualquer outra manifestação artística. O que fica mesmo é a raiz verdadeira da identidade cultural de cada lugar.”